A grande dificuldade após sair da escola de samba estava por vir
ninguém que tocava violão me dava atenção para pegar acordes
de musicas minhas,virou tipo trauma por eu não tocar violão
passei a esconder que a musica era minha,.aí sim ocara tocava
quando eu dizia que era minha o violonista não acertava mais uma
nota musical até que encontrei Milson Juazeiro músico profissional .
Já no Rio de Janeiro passei num conservatório musical bem no centro
que me encaminhou ao sindicato nacional dos compositores musicais
no qual sou filiado e fui bem recebido pelo eterno maestro CAROÁ que
que copilou minha primeira partitura musical,que de volta a São Paulo
a carteira de músico calava a boca dos meus críticos que duvidavam
eu ter esse dom,foi como remédio esse reconhecimento para mim.
Na minha primeira apresentação minha num barzinho um músico
era amigo meu,jogava bola comigo no SESC Interlagos que logo
abriu espaço dizendo:canta ai vai, pego na hora os acordes seu
portanto após cantar um música o líder do grupo logo me vetou
em tom bravo se dirigiu a mim e falou: aqui você não canta mais
só ensaiando...isso me distanciava deles era de vista o obstáculo.
Não desisti até que nesse mesmo ano 1987 aos vinte e um ano
veio a grande surpresa participando de um evento karaokê SESC
quase todos candidatos ao pegar o microfone tomavam sonora
vaia então largavam o microfone e corriam;comigo não, segurei
a onda das vaias que aquele público jovem num silêncio parou;
em sonora salvas de palmas me aplaudiram até o fim da musica.
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